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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Um motivo a mais

Sou e estou muito feliz!
SOU TRICOLOR DE CORAÇÃO.
Também pudera!
O meu Fluminense, mais uma vez, contraria todos os prognósticos e com uma mística única e indissociável avança na Copa Libertadores de América. Avança contrariando interesses da mídia singular que não consegue mostrar nada além do óbvio. E o que seria o óbvio nesta peleja? O óbvio, amigos, seria o Fluminense naufragar, se não fosse o Fluminense e sua torcida um TIME DE GUERREIROS. Guerreiros que não abandonam a raia enquanto dela não possam sair com dignidade e com a honra lavada.
Não pude assistir à partida, pois estou na fazenda e só tenho acesso aos canais abertos da parabólica. No mesmo horário o time da massa global enfrentava o poderoso Horizonte-CE pela Copa do Brasil e, pasmem, pelas oitavas de final; e o confronto decisivo do Grupo 3 da Libertadores ficara em segundo plano. Optei por desligar a televisão e marcar o tempo de jogo. Desta forma, somente voltei a ligar a TV no final do jogo do time da Globo. Melhor assim, pois pude ouvir Ananias e Miné contarem proezas sobre a lida na fazenda.
Quando liguei novamente a TV o lance do pênalti no Edinho estava no ar e aí se iniciou um processo de taquicardia. Diga-se de passagem, taquicardia boa!
O locutor global informava que o Fluminense poderia assegurar a classificação, se marcasse de pênalti, pois o outro jogo do grupo já estava encerrado e o placar era favorável ao Fluminense.
Esperei por Fred. Esperei que o matador fizesse a sua parte. E ele, de forma CRUEL (para o adversário) correspondeu a minha confiança e mandou um balaço no alto. Típico gol de raça, de raiva, de compromisso.
Comemorei sozinho. Pulei, gritei e agradeci a João de Deus.
Queremos mais, muito mais, TIME DE GUERREIROS!


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma paixão em três cores

Reproduzo este texto que representa a paixão de um torcedor brasileiro. Muitas vezes os louros do seu time de coração são os seus louros e servem de afirmação para a vida. A paixão pelo futebol para o brasileiro é completamente diferente do que se vê em outros continentes. Aqui o ídolo do time nasce para o torcedor, por vezes, quando se faz carrasco do time de coração. No caso, uma verdade. Conca impressionou aos tricolores quando atuava no Universidade Católica do Chile e enfrentou o Fluminense pela Sulamericana.  
Daniel Guerra(*)
Muitos já vestiram a camisa do Fluminense, muitos brilharam pela seleção brasileira e pela de seus respectivos países, mas o ídolo da minha geração tem um nome: DARÍO LEONARDO CONCA. Que me desculpem Marcão, Thiago Silva, Renato Gaúcho, Romário, Thiago Neves... Idolatria eu tenho por CONCA.
Estou muito mexido com a possibilidade de um título brasileiro (para mim, inédito), principalmente depois de tudo o que o Fluminense - o delineador de águas da minha vida - fez uma nação apaixonada de 9 milhões de pessoas passar: entre sucessivos rebaixamentos, vergonhas nacionais, uma virada de mesa antidesportiva, títulos sem muita expressão e títulos internacionais batendo na trave, a dor do "quase" sempre esteve presente. De 2008 pra cá, um cara descreve bem o que é ser guerreiro e suar sangue pelo time da melhor e mais bonita torcida do mundo: Conca.
No dia 5 de dezembro, se Deus quiser, o universo vai conspirar contra tudo o que tentar tirar esse título das Laranjeiras. Estou preparado se ele não vier; não estou é pro caso de vir. Essa taça vai confirmar a escolha que eu verdadeiramente fiz aos 11 aninhos de idade, quando optei ir para a escola com a camisa do meu querido Flu mesmo um dia após meu Clube ter caído para a Série C do Campeonato Brasileiro; quando saí do Maracanã no dia 2 de julho de 2008 cantando o hino após perder a Libertadores e vendo crianças dos meus mesmos 11 anos de 'outro dia' cantando; quando saí do mesmo Maracanã no dia 2 de dezembro de 2009, agora achando que seria campeão, mas de novo esbarrando na trave, agora da Sulamericana.
O que começou com 99% de chances de dar errado ano passado, tem 99% de chance de dar certo esse ano!
Que o mundo não quer, eu entendo. Pra eles, ser Fluminense é demais, além...
Eu quero, eu posso e EU VOU SER CAMPEÃO!
1970  1984   2010
SEREMOS CAMPEÕES!
(*)Daniel Guerra é jornalista,  tricolor de coração e "torcedor doente" do Fluminense.