segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Os truques manjados do jornalismo denunciativo

Este pequeno texto do jornalista Leandro Fortes, que reproduzo do blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, traz à discussão a sórdida maneira de informar utilizada por Veja. Informar sem se preocupar com a responsabilidade sobre a veracidade da noticia  é recorrente. Utilizar artifícios de imagem para produzir capas chocantes e apelativas demonstra necessidade de auto-afirmação.    

Os truques manjados do jornalismo denunciativo

Leandro Fortes(*)

publicado em 8 de setembro de 2014 às 1:57


VEJA PARA INICIANTES
Dei-me ao trabalho de macular minha manhã de domingo e ler a matéria da Veja sobre a tal delação premiada de Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras.
Como era de se esperar, o texto não tem nem uma mísera prova e está jogado naquele apagão de fontes que, desde 2003, caracteriza o jornalismo denunciativo de boa parte da mídia nacional.
A matéria elenca números e nomes sem que nenhum documento seja apresentado ao leitor, de forma a dar ao infeliz assinante uma mínima chance de acreditar naquilo que está escrito. Nada. Nem uma fotocópia do cabeçalho do inquérito da Polícia Federal.
O autor do texto, então, deve ter lançado mão de duas opções, ambas temerárias no ofício do jornalismo:
1) Teve a orelha emprenhada por uma fonte da PF – agente ou delegado – e decidiu publicar a matéria mesmo sem ter nenhuma prova de nada. Dada as circunstâncias da Veja e a maneira como seus repórteres ascendem dentro da revista, esse tipo de irresponsabilidade tanto é admirado quanto estimulado;
2) Inventou tudo, baseado em deduções, informações fragmentadas, desejos, ilusões e ordens do patrão.
No texto, uma longa e entediante sucessão de clichês morais, descobre-se lá pelas tantas que os depoimentos estão sendo gravados em vídeo e criptografados, para, assim, se evitar vazamentos.
Logo, é bem capaz que Veja, outra vez, faça esse tipo de denúncia sem que precise – nem se sinta pressionada a – jamais provar o que publicou. Exatamente como o grampo sem áudio entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-mosqueteiro da ética Demóstenes Torres.
Novamente, o Frankstein jornalístico montado pela Veja visa, única e exclusivamente, atingir o PT às vésperas das eleições, a tal “bala de prata” que, desde as eleições de 2002, acaba sempre saindo pela culatra da velha e rabugenta mídia brasileira.
O esqueminha de repercussão, aliás, continua o mesmo: sai na Veja, escorre para o Jornal Nacional e segue pela rede de esgoto dos jornalões diretamente para as penas alugadas de uma triste tropa de colunistas.
Embrulhado o pacote, os suspeitos de sempre da oposição se revezam em manifestações indignadas e em pedidos de CPI.
Uma ópera bufa que se repete como um disco arranhado.

Mas é o que restou à combalida Editora Abril, depois que a candidatura de Aécio Neves morreu junto com Eduardo Campos naquele trágico desastre de avião.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/leandro-fortes-os-truques-manjados-jornalismo-denunciativo.html


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(*)Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor brasileiro. Trabalhou como escritor para o Jornal do Brasil, Zero Hora, O Globo, Correio Braziliense, Estado de S. Paulo e Revista Época.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O combate ao crime hediondo


Este é um tema recorrente e que divide opiniões. Em qualquer estrato social, independente da religião e do nível de instrução, dá panos para manga. Mesmo havendo divergência do Direito na forma de aplicação das penas, o assunto é pautado em todo o mundo civilizado. Os recorrentes episódios de estupro coletivo na Índia, o caso do médico Roger Abdelmassih e as bestialidades dos pedófilos em todo mundo, são indicadores da necessidade de uma revisão mais acurada da legislação brasileira que trata do tema. E o Congresso Nacional não pode fazer vista grossa e postergar o assunto às futuras legislaturas sob pena de evidenciar que os senhores legisladores não têm compromisso com os problemas da sociedade e do País como um todo. Para mim, a castração química não deve ser voluntária e sim decorrente da pena imposta pelo juízo que a arbitrou.
Assim, replico o texto abaixo do jurista e professor universitário Walter Maierovitch, publicado originalmente na CartaCapital.

O combate ao crime hediondo
De como a castração química entra na pauta da punição a estupradores e pedófilos
por Wálter Maierovitch — publicado 04/09/2014 06:24

Por influência de Cesare Beccaria, autor do opúsculo Dos Delitos e das Penas (1764), iniciou-se a humanização do Direito Penal. Recentemente, por sugestão da Itália e proposta da Alemanha, conseguiu-se na ONU, com resistência dos EUA e da China, uma moratória à pena de morte. No âmbito da União Europeia fixou-se, para os Estados membros, o prazo máximo de 30 anos para cumprimento de pena. No mundo ocidental, muitos Estados Nacionais jurisdicionalizaram a execução criminal, restando ao Executivo a competência administrativa relativa à expiação da pena: construções de presídios e gerenciamentos consoante a legislação e as regras mínimas da ONU para o trato penitenciário.
Com toda essa evolução, o título judiciário condenatório em execução passou a ser mutável e inspirado na regra romana dorebus sic stantibus (estando as coisas de tal forma). Assim, admite-se a progressão do regime fechado a outro melhor, o resgate da pena por dias de trabalho, as saídas temporárias, o trabalho externo, tudo sem prejuízo do livramento condicional e dos benefícios da anistia, graça e indulto. Mais ainda, retirou-se da pena o componente da vingança, trocado por uma finalidade ética voltada à emenda, ressocialização e reinserção social.
De se observar, no entanto, que nessa evolução, muitas vezes, a sociedade viu-se desprotegida diante de graves e hediondos crimes, como, no Brasil, ocorreu no escandaloso caso do médico Roger Abdelmassih, 48 estupros de pacientes que se apresentaram à Polícia Judiciária, 278 anos de prisão por sentença ainda não definitiva e diversas investigações por manipulações de embriões, a dar inveja, se verdadeiras as suspeitas, a Josef Mengele, médico nazista falecido e enterrado no Brasil e apelidado de O Monstro da Segunda Guerra.
Internacionalmente, cabe destaque o escândalo dos padres pedófilos, que a Igreja Católica procurou encobrir durante um longo arco de tempo.
Diante da escalada de estupros e de pedofilia, abriu-se amplo debate na Europa e nos EUA sobre a castração química voluntária (não obrigatória) de condenados. Enquanto europeus ressuscitaram Beccaria e levantaram os problemas da irreversibilidade do efeito da castração química e o da finalidade reeducativa da pena (o salus animarum, no Direito Canônico), nos EUA adotou-se a castração voluntária com vista à possibilidade de reincidência e para a proteção de crianças (pedofilia) e mulheres (estupro). Assim como o Doutor Jekill criou uma poção para ingerir e gerar em si próprio o demoníaco criminoso Mister Hyde, partiu-se, com a castração, pela busca de um “Viagra” às avessas, a inibir os hediondos crimes de pedofilia e estupro.
Os debates se agitaram quando se pensou em benefícios como progressões a regime aberto, livramento condicional. Enfim, na volta ao convívio social de condenado por crime sexual grave e revelador de periculosidade latente. Acrescenta-se a existência de confiáveis levantamentos a revelar porcentual elevado de reincidência específica.
Nos EUA, a castração química voluntária foi adotada preventivamente em oito estados para casos de pedofilia. A escolha colocada ao condenado em fase de cumprimento da pena carcerária principal mostra-se cruel: intervenção farmacológica de bloqueio androgênico com possibilidade de liberação, ou internação psicoterapêutica por tempo indeterminado. Na Grã-Bretanha, por meio da Sarah’s Law, aplica-se a castração química a requerimento de pedófilo já condenado.
Na França, a legislação mira no pedófilo que, como escolha, pode optar, depois de cumprida a condenação principal e ao iniciar a sanção acessória, pela castração química ou pela internação hospitalar.
A Corte Constitucional da Alemanha, com base em direitos inalienáveis da pessoa humana e por considerar a castração química irreversível, decidiu pela proibição. Dessa maneira, a única medida legal admitida é a da terapia intensiva para o condenado ou, preventivamente, ao potencial agressor.
Essa decisão influenciou a Espanha e não vingou, até por forte pressão do Vaticano, o projeto italiano de obrigatoriedade de castração química. Ele vigoraria para autores de crimes sexuais que, saídos do regime fechado e a requerimento, pretendessem ingressar, para o cumprimento do restante da pena, em regime aberto ou prisão domiciliar. O projeto original sofreu emenda da Liga Norte, partido direitista e já separatista (hoje se diz federalista). Pela emenda leghista, motivada por um crime escabroso (Pasquale Modestino, 53 anos, violentara uma menina de 12), o juiz contaria com poderes para determinar a castração química durante todo o tempo de encarceramento.
Pano rápido. Ainda não existe certeza se o uso permanente de fármacos inibidores pode ou não comprometer a integridade corporal de modo irreversível.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sarah Menezes: da Chapada do Corisco para o mundo


Impossível não replicar o artigo do jornalista José Antônio Lima publicado no portal Esporte Fino e replicado na Carta Capital.

Impossível, pela essência e, especialmente, pelo conteúdo do seu último parágrafo. 

Há muito, Sarah Menezes vem competindo e fazendo história e ao derrotar, no último sábado, a romena Alina Dumitru fechou o dia que começou com três vitórias, na parte da manhã,  em cima das representantes vietnamita, francesa, chinesa e à tarde sobre a representante belga.




Sarah Menezes: algo está dando certo no esporte brasileiro*
 José Antonio Lima

A medalha de ouro conquistada por Sarah Menezes  em Londres 2012 é importante por vários motivos. É a primeira do judô feminino, a terceira do judô em geral, e a segunda de mulheres brasileiras em esportes individuais. Mais do que isso, a medalha de Sarah é reflexo de um Brasil que dá certo.
Como mostraram posts desta semana aqui no Esporte Fino, a medalha de Sarah não foi uma surpresa. Ela chegou como uma das favoritas, se superou quando mais precisava e conquistou o ouro. Parecia, não uma brasileira, mas uma atleta dos Estados Unidos. No pódio, estava claramente feliz, mas não tinha aquela alegria quase desesperada de quem luta “contra tudo e contra todos”, como estamos acostumados. Sarah, aos 22 anos, faz faculdade, tem boa estrutura para treinar, tem três patrocínios privados e recebe o Bolsa Atleta, do governo federal. Tudo o que sempre exigimos.
Isso não é para dizer que está tudo bem no esporte brasileiro. Não está. Como mostrou reportagem do colega Fernando Vives na edição atual da revista Carta Capital, há muito por fazer. O foco hoje está no alto nível, enquanto o esporte escolar, de onde sairão os futuros campeões, é precário. Isso é reflexo do vergonhoso estado da educação como um todo no Brasil, um problema ao qual os governos deveriam dedicar muito mais atenção.
É preciso reconhecer, no entanto, que há esportes “dando certo”, como é o caso do judô. O trabalho vem melhorando a cada ano, os bons resultados se acumulam e a prova disso é o fato de o Brasil chegar a Londres com uma seleção completa, num esporte que rende até 14 medalhas, e com chances de conquistar muitas delas.
Se os judocas brasileiros vão conseguir isso daqui pra frente é, como deveria ser sempre, uma questão esportiva, e não política ou sociológica. A vitória de Sarah não deixa espaço para pautas como “o drama do nordestino”, o “drama da mulher” ou o “drama do esportista sem apoio que ganha apesar de tudo”. Aos poucos (mais devagar do que eu gostaria, é preciso dizer), vamos rompendo a lógica dramática do nosso esporte. Sarah é mulher, é nordestina, e é uma esportista brasileira. Ela foi campeã olímpica assim, e não apesar de tudo isso.

*Matéria originalmente publicada no site Esporte Fino

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ponto negro na transparência



A transparência não pode ser parcial. Não é aceitável o meio termo, sob pena de comprometimento do princípio da diafanidade.

A Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, já conhecida como Lei de Acesso à Informação, com efeitos a partir de 16 de maio de 2012, estabelece que o acesso a informações públicas é direito fundamental de todo o cidadão.

É bem verdade que a lei brasileira chega com bastante atraso em relação à maioria dos países do continente americano. Mas o que importa é tê-la vigorando e sendo cobrado o seu cumprimento pela sociedade.

A partir da lei o cidadão tem acesso às informações da Administração Pública, desde que as mesmas não estejam classificadas como ultrassecreta, secreta e reservada e, cada uma dessas, dentro dos prazos de restrição que vigoram a partir de sua produção. Assim, após 25 anos da produção de qualquer documento classificado como ultrassecreto, o mesmo poderá ser requerido. Os prazos decaem em 15 e cinco anos para aqueles classificados como secretos e reservados.

Mas a lei é inovadora em todos os aspectos, entre eles aquele que determina a exposição pública, mediante consulta, de informações sobre a vida do servidor público. Se assim assevera não deveria haver exceções. Se permitidas forem as exceções, aproveitando brechas jurídicas existentes no texto legal, para privilegiar segmentos considerados estratégicos, haverá o risco iminente de opacificar as informações sobre remunerações pessoais custeadas com os recursos públicos, no todo ou em parte.

A competitividade pautada para justificar a negativa de expor salários de empregados de empresas públicas “que atuam sob concorrência” deixa uma lacuna na transparência.

Afinal, então, se assim fosse, não seria necessário divulgar nominalmente o servidor público e sua remuneração, uma vez que bastaria expor apenas os níveis salariais por categoria. Porém, como é para ser transparente, não cabe resumir.

A divulgação dos salários dos servidores do Poder Executivo, sabidamente os menores entre os três poderes, alavancará outras iniciativas e quem sabe, em respeito ao contribuinte, as exceções em nome da competitividade sejam expurgadas.

sábado, 16 de junho de 2012

A mãe Grécia


E é Grécia, novamente!

Não para falar somente sobre gregos e troianos. Mas, também, sobre a Grécia vítima de crises provocadas pela unificação monetária europeia. Bem fez o Reino Unido em preservar a sua libra esterlina valorizando-a no contexto do euro unificado.

A Grécia inigualável em cultura e história. Alfabetizada por Cadmo, fenício, construtor de Tebas, desenvolvida pelos ensinamentos e conhecimentos egípcios nas artes da vinícola e da navegação. Grécia de gregos e troianos, de Helena e de Paris. Grécia de Menelau, de Agamenon, do mar Egeu. Grécia de fantasias e de amores.

Nos seus domínios viveram Heitor e Aquiles. Um domador de cavalos, outro guerreiro imbatível em campo aberto.  Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor. Grécia de Licurgo, espartano e, por crendice popular, descendente de Hércules.

E Helena? Ahh... Helena  descrita em prosa, verso e filmes, sempre fiel da balança fazendo-nos tomar partido de Páris.  Helena foi tão impar para a Grécia que passou a designar a nação grega.

E agora, milênios depois de tudo, vem a comunidade europeia questionar a soberania grega quanto ao resultado das eleições gregas.

Dá um tempo. Deixa a Grécia decidir sobre a Grécia! 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A ordem dos fatos


        A destemperança verborrágica do ministro Gilmar Mendes ao tratar da matéria da revista Veja, sobre um encontro entre ele e o ex-presidente Lula, com repercussão política capaz de abalar as estruturas institucionais do País, não coaduna com o seu cargo que o exige sereno, lúcido e imparcial.

        Não é a primeira vez e nem será a última que o ministro assume ares de revolta em meio a turbilhão de fatos envolvendo seu nome. Melhor seria se ficasse mais no anonimato e menos na berlinda. Afinal, como membro da mais alta Corte julgadora da República deveria preservar-se mais. Os queixumes e os fatos não dizem respeito à instituição Supremo Tribunal Federal, e sim a um seu integrante que, pela natureza da constituição da Corte, não julga e não decide sozinho.

        Não há tempo para postergação de julgamentos de processos que se arrastam como paquidermes. As iminentes aposentadorias dos ministros Carlos Ayres e Cezar Peluso impõem ao Supremo Tribunal Federal celeridade na conclusão de julgamentos que interessam à sociedade.

        A exposição na mídia, neste caso, não é vantajosa para nenhum dos envolvidos no episódio e muito menos para os poderes constituídos. Aufere, sim, vantagem a exploração midiática do episódio quem o noticia e, a partir daí, prolifera a gestação de escândalos duvidosos.

       Melhor para todos se o ministro voltasse a sua eloqüência e conhecimento jurídicos para as atividades diárias do seu labor e o ex-presidente Lula continuasse a sua luta pela conscientização e inclusão daqueles, ainda, milhares de excluídos.

      O ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula não podem conviver como se ainda vivêssemos os tempos da Casa-Grande e da Senzala.

Morre o jornalista Jorge Martins

             Faleceu, hoje à noite, no Hospital Brasília, na capital federal, o jornalista carioca Jorge Martins. Presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos-ABCD e um dos fundadores da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos-Abrace. Trabalhou em diversos jornais, dentre eles Diário Carioca, Jornal dos Sports, Diário de Notícias, Jornal de Brasília, além da Revista Placar. Editor de esportes dos jornais Diário de Brasilia, Última Hora/DF, Correio do Brasil, Correio Braziliense, Revista Gol. Apresentou na TV Capital o programa esportivo Câmera 8, por nove anos e, ainda, o programa Brasília Urgente por dois anos. Foi editor-geral dos jornais Diário de Brasília e Correio do Brasil. Era integrante da equipe de esportes da Rádio Clube do Brasil  e colunista do BSB Agora, Jornal Polícia nas Ruas e Revista Fatos. Trabalhando em conjunto com outros pioneiros coube a Jorge Martins sugerir ao então governador do Distrito Federal, Elmo Serejo de Farias, o nome de Mané Garrincha, o maior ponta direita que o mundo já conheceu, para designar o principal estádio da Brasília e que agora, em reformas, receberá jogos da Copa das Confederações, em 2013 e da Copa do Mundo, em 2014.  Ex-vice-presidente da Federação Brasiliense de Futebol, botafoguense e bacharel em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, foi, ainda, jogador do infanto-juvenil do Botafogo e, em 1964 ,com colegas do extinto Tribunal Federal de Recursos-TFR, fundou o Esporte Clube Carioca, filiado à Federação Metropolitana de Futebol-FMF, no qual também jogou por três anos. (*)

          Jorge Martins abriu portas, criou oportunidades e incentivou aos jornalistas em início de carreira. Muitos entraram no mercado de trabalho por ele ou com o seu apoio. 

          A sua coluna Crocodilo, sucedida pelo Blog do Crocodilo, era essencialmente futebol. Opinião, crítica, humor e sempre com uma modelo de encher os olhos dos leitores. Leitura obrigatória para os fanáticos pelo futebol, independente da paixão clubística.

         Jorge Martins deixa um vazio no jornalismo brasiliense, na torcida botafoguense, nos amigos e na sua família, principalmente, a esposa Vandelícia e sua filha Alícia.  

(*) Fonte: Blog do Crocodilo